sábado, 26 de maio de 2012

Sagrada cozinha dos orixás – Parte VI


Comida ritual – Parte III – Batuque/Cabinda  (No RS)

Oferendas - 

BARA LODE 

Milho torrado, pipoca, 07 batatas inglesas assadas, 07 opetés de batatas inglesas cozidas e amassadas sem casca com dendê. Opcional: morango, bombom com papel vermelho, chave de batata inglesa. O lugar onde se leva as oferenda e onde se despacha: No cruzeiro aberto, no cruzeiro de mato.


Bara Lodê


BARA LANÃ OU BARA ADAGUE

Milho torrado, pipoca, 07 batatas inglesas assadas. Opcional: bombons, gomos de bergamota, chave de batata inglesa. O lugar onde se leva as oferenda e onde se despacha:  Bará Lanã: No cruzeiro aberto, no cruzeiro de mato. Bará Adague: No cruzeiro aberto.

Bara Lanã 

BARA AJELU

Milho cozido (axoxó), pipoca, 07 batatas inglesas mal cozidas e descascadas com uma colher, 07 tiras de coco fruta sem casca, 07 balas de mel. Opcional: bombons, doces coloridos, doces de massa.  O lugar onde se leva as oferenda e onde se despacha: No cruzeiro aberto de praia, na beira da praia em local seco.

Bara Ajelu 

OGUM AVAGÃ

Churrasco de costela de gado frito no azeite de dendê, miamiã gordo. Opcional: doce de laranja azeda, cana de açúcar, espigas de milho.  O lugar onde se leva as oferenda e onde se despacha: No mato, no cruzeiro aberto, no cruzeiro de mato.

Avagã

OGUN ONIRA E OLOBEDÉ

Churrasco de costela de gado frito no azeite de dendê, miamiã gordo, pipocas. Opcional: doce de laranja azeda, cana de açúcar, espigas de milho, rocambole, fatias de coco. O lugar onde se leva as oferenda e onde se despacha:  Ogum Onira: No mato próximo a uma árvore. Ogum Olobedé: No mato próximo a uma árvore, ou, próximo a uma árvore com pedras ou cachoeira.

Olobedé e Onira 

OGUM ADIOLA

Costela assada, passada no nhame-nhame, canjica branca, canjica amarela, quindim, cocada, merengue, laranja. Opcional: doce de laranja, cana de açúcar, espigas de milho, rocambole, fatias de coco. O lugar onde se leva as oferenda e onde se despacha:  No mato próximo a praia, árvore próxima à beira da praia, no mato próximo a uma cachoeira.

Adiola 

IANSÃ OIÁ TIMBOÁ



Pipocas, 07 rodelas de batata frita no azeite comum, 01 maçã, 01 moranga cozida recheada com carne moída.Opcional: rosa vermelha, leque, espelho, perfume, jóias, manga, morango, bombom vermelho, acarajés, doce de batata doce, doce de abóbora, abóbora, par de alianças, fitas, laços, cerejas. O lugar onde se leva as oferenda e onde se despacha: Em uma Figueira.

Oiá Timboá



IANSÃ OIÁ DIRA

Pipocas, 07 rodelas de batata frita no azeite comum, 03 batata doce assada, 01 maçã, 01 panela de batata inglesa cozida, 07 palheiros. Opcional: rosa vermelha, leque, espelho, perfume, jóias, manga, morango, bombom vermelho, acarajés, doce de batata doce, doce de abóbora, abóbora, par de alianças, fitas, laços, cerejas. O lugar onde se leva as oferenda e onde se despacha: No cruzeiro

Oiá Dirã

IANSÃ OIÁ

Pipocas, 07 rodelas de batata frita no azeite comum, 01 batata doce assada, 01 maçã. Opcional: rosa vermelha, leque, espelho, perfume, jóias, manga, morango, bombom vermelho, acarajés, doce de batata doce, doce de abóbora, abóbora, par de alianças, fitas, laços, cerejas. O lugar onde se leva as oferenda e onde se despacha:: No mato próximo a uma árvore, em uma árvore próximo da beira da praia, na beira da praia.


Iansã



XANGÔ AGANDJÚ IBEJE


Amalá - Pirão (farinha de mandioca e farinha de milho), ensopado de carne de peito, temperado com alho, cebola e mostarda cozida só no bafo da panela da carne, 06 bananas da terra ou Catarina, 01 maçã vermelha partida em 04 partes, 06 doces de massa, balas, pirulitos, bombons, mil folhas. Opcional: morango, caqui, bombons, mil folhas e doces de massa, brinquedos, refringentes, balões, mariolas. O lugar onde se leva as oferenda e onde se despacha: Numa pedreira de praia ou numa pracinha de crianças (próximo dos balanços).

Xangô Ibeji 

XANGÔ AGANDJÚ

Amalá - Pirão de farinha de mandioca, ensopado de carne de peito bem picada e cozida, temperada com alho, cebola e mostarda cozida, 06 bananas da terra ou Catarina, 01 maçã vermelha partida em 04 partes. Opcional: morango, caqui, bombons, mil folhas e doces de massa, mariolas. O lugar onde se leva as oferenda e onde se despacha: Numa pedreira de beira de praia

Aganju

XANGÔ AGODÔ
Amalá - Pirão de farinha de mandioca, ensopado de carne de peito bem picada grande e cozida, temperada com alho, cebola e mostarda cozida, 12 bananas da terra ou Catarina, 01 maçã vermelha partida em 04 partes. Opcional: morango, caqui. O lugar onde se leva as oferenda e onde se despacha: Numa pedreira de mato ou numa pedreira de cachoeira.

Agodo





ODÉ/OTIM
Costela de porco frita no azeite comum, miamiã doce (farinha de mandioca e mel, feijão miúdo torrado e pipocas. Opcional: doces, balas, bombons, pirulitos, refrigerantes, brinquedos, mamadeiras.
O lugar onde se leva as oferenda e onde se despacha: Odé: Num coqueiro de mato ou num coqueiro de praia. Otim: Num coqueiro de mato ou num coqueiro de praia.


OBÁ
Canjica amarela cozida, feijão miúdo cozido, misturados com salsa picada e azeite de dendê.  Opcional: lentilha cozida, abacaxi, rosa cor de rosa, leque, espelho, pente, brincos, pipoca, doces de massa, orelha de macaco, balas de goma. O lugar onde se leva as oferendas e onde se despacha: No cruzeiro aberto ou no mato ou na figueira.



OSSANHA
Um opeté de batata inglesa sem casca, um opeté de batata inglesa com casca e pipocas. Opcional: lingüiça de porco frita ou assada, ovo cozido, figo, abacate, melão, mamão, alface, moedas. O lugar onde se leva as oferendas e onde se despacha:  Num coqueiro de mato ou num coqueiro de praia ou na figueira.



Xapanã Jubeteí, Belujá, Sapatá


Feijão preto torrado, amendoim torrado, e pipocas. Opcional: opete de batata inglesa, decorado com milho, feijão e amendoim, pés-de-moleque, fatias de coco fritas no dende. O lugar onde se leva as oferendas e onde se despacha:


Xapanã Jubeteí:Na figueira de mato ou no mato.


Xapanã Belujá: Numa figueira de praia ou numa figueira de mato ou no mato.


Xapanã Sapatá: Numa figueira de mato.


Oxum Epandá Ibeji

Canjica amarela cozida, 08 doces de massa, 01 maçã verde partida em 04 pedaços, balas, bombons, pirulitos e quindins.Opcional: brinquedinhos de menina, balões, Omolocum( bola de feijão míúdo cozido em forma de bola furado ao meio e mel.Oxum. O lugar onde se leva as oferendas e onde se despacha: Na beira da praia ou numa pracinha de crianças(próximo aos balanços.


Oxum Epandá
Canjica amarela e quindins.Opcional: flores, pudim, ambrozia, cerejas, doce olho de sogra amarelo, leque, espelho, pente, perfume, Omolocum( bola de feijão míúdo cozido em forma de bola furado ao meio e mel.
O lugar onde se leva as oferendas e onde se despacha: Na beira da praia de água doce ou salgada, ou na beira de uma cachoeira



Oxum Ademum
Couve partida fina, refogada com farinha de milho, gema de ovo cozido esmagado e misturado com a couvee moedas.Opcional: flores, pudim, ambrozia, cerejas, doce olho de sogra amarelo, leque, espelho, pente, perfume, Omolocum( bola de feijão míúdo cozido em forma de bola furado ao meio e mel. O lugar onde se leva as oferendas e onde se despacha: Na beira da praia de água doce ou salgada, ou num coqueiro junto à praia.






Oxum Olobá 


Feijão miúdo cozido e enfarofado com farinha de mandioca, 04 ovos cozidos partidos. Opcional: flores, pudim, ambrozia, cerejas, doce olho de sogra amarelo, leque, espelho, pente, perfume, Omolocum( bola de feijão míúdo cozido em forma de bola furado ao meio e mel. O lugar onde se leva as oferendas e onde se despacha: Na beira da praia de água doce ou salgada, ou figueira junto à praia, ou pedra junto à praia.





Oxum Adocô

Canjica amarela e canjica branca e quindins. Opcional: flores, pudim, ambrozia, cerejas, doce olho de sogra amarelo, leque, espelho, pente, perfume, Omolocum( bola de feijão míúdo cozido em forma de bola furado ao meio e mel. O lugar onde se leva as oferendas e onde se despacha: Na beira da praia de água doce ou salgada.




IEMANJA BOCI BOMI

Canjica branca cozida misturada com salsa e merengues. Opcional: flores, leque, pente, espelho, perfume, peras, melancias, manjar de coco, tainha ou corvina assada. Lugar onde se leva as oferendas e onde se despacha: Iemanjá Bocí, Bomi  - Na beira da praia ,  água salgada ou doce.


IEMANJA NANÃ BURUKU

Canjica branca, açúcar e merengues.Opcional: flores, leque, pente, espelho, perfume, peras, melancias, manjar de coco, tainha ou corvina assada. Lugar onde se leva as oferendas e onde se despacha: Na beira da praia,  água salgada ou doce.


OXALÁ OBOCUM E OLOCUM

Canjica branca, 08 fatias de coco fruta descascadas, cocadas, coco ralado e feijão miúdo descascado. Opcional: flores, peras, uvas, doce de coco qualquer, manjar branco, maria moles. Lugar onde se leva as oferendas e onde se despacha: Na beira da praia,  água doce ou salgada.





OXALÁ DACUM

Canjica branca, axoxó descascado, cocadas, coco ralado, 08 fatias de coco fruta descascados. Opcional: flores, peras, uvas, doce de coco qualquer, manjar branco, maria moles. Lugar onde se leva as oferendas e onde se despacha: Na beira da praia,  água salgada ou doce, ou na correnteza das águas.


OXALÁ JOBOCUM

Canjica branca, cocadas, 08 fatias de coco fruta descascados, coco ralado. Opcional: flores, peras, uvas, doce de coco qualquer, manjar branco, maria moles.Lugar onde se leva as oferendas e onde se despacha: Na beira da praia.



Texto e fotos: Jairo do Xapanã.


Para refletir :

Certo dia, num passado não tão distante, eu me sentia vazio e minha cabeça cheia de questionamentos e dúvidas, coisas pessoais. E, isso, começou a me incomodar.   Comecei a ficar inquieto; logo eu que amo a quietude. 

Totalmente sem rumo, e perturbado por essas minhas "alucinações", resolvi recorrer a meu orixá, fui até seu assentamento e, sem saber o que fazer, simplesmente sentei ao chão e segurei o seu otá, puro, em minhas mãos. Contudo, resolvi não questioná-lo, apenas o segurei e, em silêncio, uma emoção tomou conta de mim e chorei. 

Não de tristeza, nem de alegria. Apenas chorei. Aos poucos, senti uma vibração muito forte, parecia que meu rosto queimava, ardia. E isso, me acalentou. Comecei, então, um orô pra meu Pai. Nesse momento, nitidamente, alguém sussurrou ao meu ouvido: "- Você nunca está sozinho! "

Essas palavras soaram com uma veracidade no meu ser. Embora, por várias vezes eu já tivesse escutado, de pessoas. Mas esta frase vinda de algum lugar ou, até mesmo, de meu inconsciente, de forma serena, acalentou minha ânsia e sanou todo meu sofrimento. 

A certeza que meu Pai está comigo, não respondeu minhas perguntas, porém, estas sábias palavras, me tornaram seguro e confiante para que eu me levantasse e começasse a reescrever minha história. 

A partir desse dia, foi o que eu, cegamente, fiz. Comecei reescrever minha própria história. Isso, sem ter a pretensão de, ousar, esquecer cada detalhe do meu passado. Afinal, é no passado e nos próprios erros que estão a sabedoria necessária para viver... Um dia de cada vez... E vivendo um dia de cada vez é que chegaremos no futuro...

Axé meus irmãos ! 
Que meu orixá, sempre, lhes abracem, quando eu não poder o fazer. 

Marcelinho D'Xangô

Obs: Esse conto é minha história e aconteceu comigo em 27/10/2011. 
































































quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sagrada Cozinha dos orixás - Parte V

Comida ritual – II - Angola 

MAKURIÁ NZAMBIRI KIA MINKISI (COMIDAS SAGRADAS DOS MINKISI)


Na cultura dos povos Bantu, diferentemente da cultura Nagô Yorubá não se usa louça,...... são servidas no barro, em cabaças, madeira ou até mesmo utilizando-se de folhas de mamona branca (baiki mundele) e banana (dihonjo), pois os Minkisi são os próprios elementos da natureza, a própria energia que emana da mãe natureza (Mam'etu Utukilo), dispensando assim o uso de quaisquer utensílios que não sejam de origem natural.

PAMBU  NJILA       

NOME DO PRATO: EBEGU

Prato preparado com fubá de arroz cozido em água e sal até formar uma papa, que depois de cozida será adicionada a uma farofa de azeite de dendê, o produto obtido será juntado às carnes cruas das obrigações realizadas para Pambu Njila, sendo tudo colocado em pratos (malonga) aos pés do assentamento desse Nkisi.

NKOSI

NOME DO PRATO: OKELELE
Feijão fradinho pilado ou passado em moenda, temperado com folhas de hortelã, coentro, cebola (lúmbua) ralada e azeite de dendê.
A massa obtida será enrolada em forma de pequenas bolas, colocadas em folhas de bananeira e cozidas em vapor de água.
Serão servidas em vasilhas de barro forradas com folhas de mamona branca (baiki mundele).

MUTAKALOMBO

 NOME DO PRATO: MASAMBALA
Prato preparado com canjiquinha de milho vermelho cozida em água e sal, temperado com coentro, alfavaca e cebola (lúmbua) ralada. Depois de bem cozida, colocar em vasilha de barro forrado com folhas de mamona.
Enfeitar com amendoim torrado (Ngiguba), fatias de goiaba (Kimbambule), coco ralado e cipó barba de velho ou cipó chumbo (kamusoso)

KATENDE

NOME DO PRATO: KIKUA NI KIBABA
Comida feita com milho vermelho cozido ou torrado no azeite de dendê (maji ma ndende), colocado em vasilhame de barro forrado com folhas de mamona, tendo por cima uma batata doce cozida aberta ao meio horizontalmente e ao seu redor fatias de goiaba (Kimbambule) e fumo de rolo (kifuke ia kupunda) desfiado, tudo regado com mel de abelhas.

NZAZI

NOME DO PRATO: KIBOLO
Prato preparado com quiabos cozidos em rodelas não muito finas, temperado com sal, cebola ralada, folhas de louro e camarões (makosa) secos.
Depois de bem cozidos, pôr em vasilha de madeira e adicionar uma papa feita com farinha de arroz ou farinha de acaçá (mukunga), podendo nesta comida serem misturadas as carnes dos animais que foram utilizados nos rituais para essa Divindade.

KAVUNGU

NOME DO PRATO: KUSUANGALA NI DIHONJO....
Prato preparado com pirão de arroz, temperado com folhas de maravilha, louro, mastruço, cebola ralada e sementes de coentro piladas, um pouco de pimenta da costa e azeite de dendê. Colocar em uma vasilha de barro forrada com folhas de mamona, bananas da terra cortadas em rodelas e ligeiramente fritas em óleo branco, depois polvilhar com canela em pó, colocando por cima o pirão anteriormente apurado.

KITEMBU/NTEMBU

NOME DO PRATO: DIHANGUA NI KANJERE
Cozinhar uma abóbora vermelha, abri-la por cima e retirar ramas e sementes.
Recheá-la com camarões secos cozidos em água temperada com folhas de louro, hortelã e coentro. Depois refogar em azeite de dendê juntamente com castanhas de caju, amendoim, cebola batida e um pouco de vinho tinto.
Servir em vasilha de barro, forrada com folhas de mamona branca e cipó chumbo.

ANGORO

NOME DO PRATO: MBONZO
Cozinhar batatas doce em rodelas não muito finas, temperando durante o cozimento com canela em casca, cravos e uma pitada de pimenta da costa em pó e pó de aridan.
Escorrer e seca-las bem, depois fritar as rodelas de batatas doce em azeite de dendê e servi-las em travessa de barro ou em uma cabaça cortada ao meio, forrada com folhas de mamona branca ou guaco, podendo acrescentar ainda um pouco de melado de cana.

NZUMBARANDÁ

NOME DO PRATO: DOVRÓ
Prato feito com feijão fradinho cozido em água e sal, temperado com folhas de salsa e funcho. Depois retirar as peles dos feijões, os mesmos serão refogados com azeite de dendê e camarões, acrescenta-se carne cozida de peixe de água doce.
São colocadas pequenas porções em folhas de taioba que depois serão recozidas em banho Maria.
Colocar em vasilha de barro forrada com folhas de taioba.

NVUNJI

 NOME DO PRATO: KIVÚDIA
Prato feito com quiabos cortados ao longo em cruz, refogados com azeite de dendê, cebola, folhas de mostarda, camarões, água e sal. Depois de quase pronto, acrescenta-se amendoim e castanha de caju.
Servir em vasilha de barro forrada com folhas de laranjeira (muxi-mindéle).

KAIANGO/MATAMBA

NOME DO PRATO: MAKANZÁ
Bolo feito com massa de feijão fradinho, cebola (lúmbua), farinha de camarão (kazeia makosa), sendo acrescentados camarões secos fritos no azeite de dendê (maji ndende) bem quente.
Depois de esfriar servir em vasilha de barro forrado com folha de banana.

NDANDALUNDA/NDANDA

NOME DO PRATO: DIKENDE
Massa de feijão fradinho temperada com ervas aromáticas, cebola ralada, camarões secos e gengibre ralado.
Enrolar em folhas de bananeira e cozinhar ao vapor da água.
Servir em uma cabaça cortada ao meio e forrada com erva de Santa Maria (kixiriximba)

KUKUETO

NOME DO PRATO: KUBALUMUKA KAITUMBA
Prato com arroz cozido com cebola e camarões, temperado com azeite de dendê e coentro, tendo por cima uma tainha frita no azeite de dendê ou simplesmente cozida.
Servir em prato de barro forrado com folhas de colônia ( kididi kiá utunge).

LEMBÁRIANGÁNGA/NLEMBÁ

NOME DO PRATO: MATETE
Prato feito com milho branco bem cozido em um chá forte de erva doce e canela em casca com leite de coco e açúcar, mexendo-se bem até formar uma massa consistente.
Enfeitar com coco ralado e servir em uma cabaça cortada ao meio forrada com folhas do algodoeiro (mujinha).

TEREKOMPENSU

 1 - Em alguidar ou tigela forrada colocar feijão fradinho bem cozido junto com amendoim cozido.     Temperar com azeite doce e cebola ralada.
 2 - Cozinhar junto canjica branca e canjica vermelha. Temperar com azeite doce.
 3 - Feijão fradinho bem cozido, socado. Formar 8 bolas e intercalar com 8 ovos cozidos. Temperar com azeite doce.
  4 - 6 espigas de milho cruas, bem raladas (ralo novo ou de plástico, para não mudar a cor da papa), misturar a papa com canjica cozida. Temperar com açúcar mascavo ou açúcar cristal ou rapadura ralada.

Texto: Tata Kiretauã

Aqui deixo aos irmãos e amigos dois vídeos ilustrativos que revelam um pouco da cultura Bantu. Nesses vídeos vamos conhecer os Minkisi... Muito interessante. Vale a pena conferir!

Kolofé!! 

Marcelinhu D'Xangô









quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sagrada Cozinha dos orixás – Parte IV


Comida Ritual - I

Nesta edição, irei descrever as comidas propriamente dita. Porém, é importante reforçar que para que estas sejam de fato sacralizadas é necessário que sejam respeitados todos os preceitos e fundamentos nas quais toda e qualquer "comida-de-santo" exige. Lembrando que este blog não tem, nem terá, a intenção de discutir fundamentos religiosos; afinal, no meu ver, fundamentos são passados de Pai/Mãe para filhos. Pra mim , Marcelo, cada nação possui seu fundamento e seu valor e, eu, as respeito. Sendo assim, tentarei me dedicar ao máximo para que estas "matérias" relacionadas a comidas de santo possam esclarecer e ajudar todos os irmãos, das principais nações africanas existentes no Brasil. 

Att,

Marcelinhu D' Xangô


A maior e mais conhecida cozinha ritual africana, no Brasil, é a "Cozinha Iyoruba", da nação Keto. Portanto começamos a essa matéria divulgando os principais pratos que nossos ancestrais advindos desta nação que nos deixaram como herança cultural e espiritual. A cozinha "Alaketu" pode, tranquilamente, ser chamada de cozinha baiana, já que esta nação é a maior e mais difundida em todo território nacional.


ABARÁ: Bolinho de origem afro-brasileira feito com massa de feijão-fradinho temperada com pimenta, sal, cebola e azeite-de-dendê, algumas vezes com camarão seco, inteiro ou moído e misturado à massa, que é embrulhada em folha de bananeira e cozida em água. No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Yànsán, Obá e Ibeji.

Abará

ABERÉM: Bolinho de origem afro-brasileira, feito de milho ou de arroz moído na pedra, macerado em água, salgado e cozido em folhas de bananeira secas.(No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Omulu e Osùmàrè)

Aberém

ABRAZO:Bolinho da culinária afro-brasileira, feito de farinha de milho ou de mandioca, apimentado, frito em azeite-de-dendê.

Abrazo


ABALÁ é um nome comum a dois tipos de comidas rituais votivas, inerentes aos orixás obá, Xango e Yewá, quando feita de massa de milho verde, ou da massa de carimã votiva ao orixá nanã. Este alimento ritual é muito apreciado pelo povo do santo e pela maioria dos nordestinos e chamado popularmente de pamonha de milho verde e pamonha de carimã.

                                                             
Abalá de Milho Verde

                                                            Abalá de milho -  O milho verde é ralado e à massa resultante é misturada ao leite de coco com parte do bagaço, sal e açúcar. Esta massa é colocada em "palha" da própria casca do milho, atados nas extremidades. As pamonhas são submetidas a cozimento submersas em água fervente por um período de 15 minutos.

Abalé de Carimã


 Abalá de carimã O aipim previamente descascado é submergido por um período de quatro dias para obter uma massa chamada de carimã, misturada ao leite de coco com parte do bagaço, sal e açúcar. Esta massa é colocada em "palha de aguedé" (bananeira), atados nas extremidades. As pamonhas são submetidas a cozimento submersas em água fervente por um período de 25 minutos.



     ACAÇÁ é uma comida ritual do candomblé e da cozinha da Bahia. Feito com milho branco ou vermelho, que fica de molho em água de um dia para o outro, e deve ser depois passado em um moinho para formar a massa que será cozida em uma panela com água, sem parar de mexer, até ficar no ponto. Este se adivinha quando a massa não dissolve, se pingada em um copo com água. Ainda quente, pequenas porções da massa devem ser embrulhadas em folha de bananeira já limpa, passada no fogo e cortada em pedaços de igual tamanho, para ficar tudo harmonioso. Colocar a folha na palma da mão esquerda e colocar a massa. Com o polegar dobrar a primeira ponta da folha sobre a massa, dobrar a outra ponta cruzando por cima e virando para baixo, fazendo o mesmo do outro lado. 


O formato que resulta é o de uma pirâmide retangular.
Todos os orixás recebem o acaçá como oferenda.

Acaça de milho branco


Acaça Amarelo: feito com farinha de milho vermelho enrolado na folha de bananeira da mesma forma que o acaça branco. É servido a Exu e Logun-Ede

Acaça amarelo



ACARAJE: comida ritual da orixá Iansã. Na África, é chamado de àkàrà que significa bola de fogo, enquanto je possui o significado de comer. No Brasil foram reunidas as duas palavras numa só, acara-je, ou seja, “comer bola de fogo”.
O acarajé, o principal atrativo no tabuleiro, é um bolinho característico do candomblé. Sua origem é explicada por um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas, Oxum e Iansã. O bolinho se tornou, assim, uma oferenda a esses orixás. Mesmo ao ser vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas, como uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo.
O acarajé é feito com feijão-fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal.
O segredo para o acarajé ficar macio é o tempo que se bate a massa. Quando a massa está no ponto, fica com a aparência de espuma. Para fritar, use uma panela funda com bastante azeite-de-dendê ou azeite doce.
Normalmente usam-se duas colheres para fritar, uma colher para pegar a massa e uma colher de pau para moldar os bolinhos. O azeite deve estar bem quente antes de colocar o primeiro acarajé para fritar.
Esse primeiro acarajé sempre é oferecido a Exu pela primazia que tem no candomblé.
O acará Oferecido ao orixá Iansã diante do seu Igba orixá é feito num tamanho de um prato de sobremesa na forma arredondada e ornado com nove ou sete camarões defumados, cercado de nove pequenos acarás, simbolizando “mensan orum” nove Planetas. (Orum-Aye, José Benistes).
O acará de xango tem uma forma Ovalar imitando o cágado que é seu animal preferido e cercado com seis ou doze pequenos acarás de igual formato.
 Os seguintes são fritos normalmente e ofertados aos orixás para os quais estão sendo feitos e seus adeptos.

Acarajé


ADO - é uma Comida ritual feita de milho vermelho torrado e moído em moinho e temperado com azeite de dendê e mel, é oferecido principalmente à Orixá Oxum.

Adô

AJABÓ  é comida ritual do Orixá Xango Ayra
É feito com seis ou doze quiabos cortado em “lasca”, batido com três clara de ovos até formar um musse, regado com gotas de mel de abelha e azeite doce. Colocado em uma gamela forrada com massa de acaçá ou pirão de farinha de mandioca, ornado com doze quiabos inteiros, doze moedas circulante, doze bolos de milho branco e seis Orobôs.
A mesma oferenda pode ser oferecida a outras qualidades de Xangô, todavia acrescenta-se azeite de dendê e substitui os doze bolos de milho branco por doze acarajés ou corta-se o quiabo em pequenas rodelas, com seis ou doze quiabos, em algumas casas com oito quiabos, coloca-se em uma tigela e acrescenta-se água fresca, bate-se com os dedos até ele espumar e ficar digamos ligado, a diferença que ele é ofertado em uma tigela ou uma gamela redonda.

Ajabô ou Ajebô


AMALÁ: é comida ritual votiva do Orixá Xangô, Iansã, Obá. é feito com quiabos frescos, cortados em jogo da velha (#) levar ao fogo com tempero de camarao,cebola, gengibre ralados fritos no dende, ao corar o tempero jogar o quiabo, que não poderá ter sido molhado antes. Ir misturando sem por agua. Vai pingando vagarosamente gotas de agua, e batendo o amalá como se estivesse batendo um bolo, para que este cresça. Quando estiver bem cozido, servir em gamela forrada com pirao de farinha com dende. Este amala  serve apenas para Sango, no caso de Ayrá leva tudo acima, menos o dende e o pirao que forra a gamela é feito de farinha de acasá.
Aos Amalás poderao ser adicionados o Peito de boi cortado em cubos grandes, a rabada, a costela e a garganta, tudo do boi, para cada caso usa-se uma destas carnes. Rabada: prosperidade, Peito: justiça, Costela: feitiçaria, Garganta: casos de saúde. Sempre que for servir o amala de Sango deverá por ao lado uma vasilha branca com ajabó

Amalá


Axoxô ou Oxoxô é como é conhecida a comida ritual dos Orixás Oxóssi e Ogum no candomblé, que consiste em milho vermelho cozido. Quando oferendado para o orixa ogum é refogado com cebola ralada, camarão seco defumado, sal e azeite de dendê. Quando oferendado para orixá oxóssi o milho cozido é misturado com melaço (Mel de cana de açúcar), não confundir com mel de abelha que é o grande ewo deste orixá, enfeitado com fatias de coco sem casca.
Nota. Esta mesma oferenda pode ser consagrado à Olokun.

Axoxô



CARURU: O caruru, servido no rigor dos terreiros, é acompanhado de preceitos que viram ações propiciatórias das divindades gêmeas que, são filhos de Xangô com Iansã ou de Xangô com Oxum. O caruru é colocado sobre a esteira. As crianças são convidadas a comer do caruru, e todos, ao mesmo tempo. Ritual que re-memoriza fartura, ancestralidade e vida sagrada. Consiste de quiabos cortado bem miúdo, azeite de dendê, cebolas raladas, camarões secos (alguns moídos),  castanhas e amendoins torrados e moídos, sal, gengibre ralada. Pode ser acrescentado também frango desfiado.

Carurú




Deburu - é a comida ritual dos Orixás Obaluaiyê e Omolu, é o milho de pipoca estourado em uma panela, em alguns lugares com óleo, em outros com areia. Nesse último caso, é preciso peneirar a areia dessa pipoca depois de pronta. Ao final, a pipoca colocada em um alguidar (vasilha de barro) e enfeitado com pedacinhos de coco.
Deburu


Ebô, palavra oriunda do iorubá, consiste num alimento religioso e votivo para os orixás funfun (branco) Oxalá, dentro das religiões afro-brasileiras. É o milho branco cozido sem tempero e sem sal.

Ebô






Ebôya, eboia ou fava de iemanjá é uma comida ritual feito com fava cozido refogado com cebola, camarão, azeite de dendê ou azeite doce. A mesma oferenda pode ser preparada com o milho branco na falta da fava, todavia recebe o nome de Dibô, possuindo o mesmo valor ritual. É uma comida oferecida especificamente ao orixá Iemanjá, podendo ser vista nos rituais de ori, bori e assentamento de cabeça, no sentido de dar equilíbrio espiritual.

Ebôya

Erã peterê, eran peterê ou simplesmente peteran como é comumente chamado pelo povo de santo é o nome da comida ritual votiva, pertinente á vários rituais e orixás da cultura afro brasileira. Preparado com carne fresca de preferência dos rituais de sacrifícios, sal e rapidamente frita no azeite de dendê, em caso do orixá ser funfun, deve-se substituir o sal pela cebola e o dendê por azeite doce e oferecido ao orixá regente da obrigação, independente do ixé.
A mesma comida ritual recheada de camarão defumado, chamado popularmente xinxin ou moqueca de carne é servida normalmente aos adeptos do candomblé nas festas de barracão, sendo uma comida votiva ao orixá Akueran (oxossi) por ter ligação ao eran (carne). 

Eram Peteré 


Ekuru é uma comida ritual. A massa é preparada da mesma forma que a massa do acarajé, feijão fradinho sem casca triturado, envolto em folhas de bananeira como o acaçá e cozido no vapor. A única diferença é que nesta comida substitue o azeite-de-dendê por azeite dôce (Oleo de oliva) ou banha do Ori.

       
                                Ekurú                                                          Ekurú desenrolado



Ipeté - 

 é um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da comida ritual do candomblé, oferecida especialmente ao orixa Oxun.
Inhame, azeite de dendê, cebola raladas, camarão sêco e defumado, gengibre ralado, camarões frescos inteiros e cozidos para enfeitar e sal.
Também oferecido ao Orixá Oxaguian, substituindo o dendê por azeite doce na festa do Pilão.
Preparo:
Tirar a casca do inhame e cortar em pedaços pequenos, cozinhar ao ponto de amassar com um garfo, colocar os temperos e um pouquinho de sal e bater com uma colher de pau até ficar no ponto de um purê. Colocar em uma tigela e enfeitar com os camarões inteiros.

Ipeté Inhame 


Lelê

iguaria africana, doce feito com quirela de milho vermelho, coco ralado, açúcar e leite de coco. Oferecido aos Orixás Oba e Ewa e Ode. Em uma panela coloque água e o pacote do milho quebradinho chamado de xerem, deixe de molho num periodo de meia hora. Escorra a água e coloque outra, (uma quantidade que cubra todo o milho) com o cravo, a canela em pau, açúcar, sal e leve ao fogo ate virar um mingau durinho, quando já estiver durinho, acrescente o leite do coco. 

Lelê

Mungunzá

Mugunzá, ou mucunzá como é chamado pelo povo do santo é o nome da comida ritual votiva, pertinente aos orixás oxalá, oxaguian, oxalufan e o ikise lembarenganga, tanto no candomblé como na umbanda. (De mucunzá, do quimb. mu’kunza, ‘milho cozido’) “Dicionário Aurélio”.

Alimento ritual feita de grãos de milho branco, cozidos em água sem sal e com açúcar, algumas vezes com leite de coco e de gado, com pequena quantidade de “água de flor de laranjeira”, servido aos adeptos com bastante caldo e aos orixás bem compactada em forma de ebô

Mungunzá 


Aluá 

Bebida refrigerante feita de milho, de arroz ou de casca de abacaxi fermentados com açúcar ou rapadura, usada tradicionalmente como oferenda aos orixás nas festas populares de origem africana.

Aluá

Farofa

Farofa ou mi-ami-ami é um nome comum a vários tipos de comidas rituais votivas, feita de uma mistura, que tem como base farinha de mandioca, “farinha de pau ou farinha de guerra”. Esta comida ritual sagrada, também é um alimento ritual e muito apreciada pela maioria do povo do santo da cultura Nago-Vodum.


Tipos de farofa




Farofa-de-dendê, farofa amarela, farofa vermelha, farofa de azeite ou farofa de bamba

 são nomes comumente chamado pelo povo do santo em sua variada apresentação a depender do ritual que esteja acontecendo. Normalmente é chamada de farofa de dendê a farofa servida aos adeptos e participantes do candomblé, feita com farinha, azeite de dendê, camarão seco, cebola e sal, vista sempre no ritual do olubajé.
Os outros tipos são denominações para rituais pertinentes a limpeza de corpo, padê de exu, sasanha, afexu, axexê etc. Também oferecido para alguns orixas e preparadas só com azeite de dendê e sal.

Farofa amarela


Farofa branca, farofa de agua ou farofa de egum, são farofas preparadas só com água e sal. Determinados orixas funfuns apreciam esta iguaria e algus preferem sem sal.

Farofa branca


Farofa de mel ou mi-ami-ami owin é uma farofa preparada com farinha e mel de abelha, muito utilizada nos rituais de erê, ibeji, osain e oxun, comumente visto nos carurus dos santos gêmeos e devoção a São Cosme e São Damião, Crispim e Crispiniano.

 Farofa de cachaça ou mi-ami-ami otin é uma farofa preparada com farinha e cachaça, muito utilizada nos rituais de exu, padê e limpeza de corpo. O povo do santo também chamam de farofa de cachaça toda farofa feita com aguardentes, vinhos ou qualquer bebida alcoólica. 


Furá, bolinhos, ou bola de:




arroz, inhame, farinha de mandioca, farinha de milho… etc. é o nome da comida ritual votiva, pertinente á vários rituais e orixas da cultura afro brasileira denominado de candomblé.
Este alimento ritual é muito comum nos rituais de limpeza de corpo, bori, assentamento de cabeça, axexê, apanan, feitura de santo, sasanha etc.

Tipos


Bolas de arroz.

O Arroz é cozido na água sem sal, até ficar pastoso, depois batido com uma colher de pau até soltar da panela, em seguida formar os bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é para os orixás funfuns e rituais de bori, assentamento de cabeça.

Furá de arroz


Bolas de farinha.

Em um alguidá coloca-se a farinha, depois a água e modela os bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é para limpeza de corpo e axexê.

Furá de farinha


Bolas de inhame.

O inhame deve ser bem cozido em água sem sal, depois pilado em pilão, ou com a ponta de um garfo, em seguida sovado para obter uma massa pastosa e modela os bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é muito apreciada pelos orixás oxaguian, oxalufan, oxalá, yemanja e entra em vários rituais como bori, assentamento de cabeça, axexê, apanan, feitura de santo, sasanha etc

Furá de inhame



Bolinhos de dendê.

Em um alguidár coloca-se a farinha, depois a água, azeite de dendê e modela os 
bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é para limpeza de 
corpo, axexê e oferenda ao orixá Exu.




Bolinhos de egun.

Em um alguidár coloca-se a farinha, depois a água com aguardente e modela os bolos de forma arredondada com as mãos e acrescenta um pequeno pedaço de 
carvão vegetal. Esta comida ritual é para limpeza de corpo, axexê e Egum.

Furá de egum 










Bolinhos de Yemanjá.

O Arroz ou milho branco é cozido na água sem sal, até ficar pastoso, depois batido com uma colher de pau até soltar da panela, em seguida formar os bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é para os orixás funfuns e rituais de bori, assentamento de cabeça, em especial como o nome já diz é oferecido para o orixá Yemanjá.



Bolinho de tapioca.

A tapioca e colocada em leite de coco e açúcar até ficar pastoso, depois batido com uma colher de pau até soltar da panela e depois sova, em seguida formar os bolos de forma arredondada ou alongada com as mãos. Esta comida ritual é para os orixás funfuns e rituais de bori, assentamento de cabeça.
Os de formas alongadas são fritos em azeite ou óleo, sendo carinhosamente oferendado aos ibejis e apreciados pelo povo do santo. Nota Este mesmo bolinho é vendido nos tabuleiros das baianas de acarajé com o nome de punheta ou bolinho de estudante. 

       
                                      Bolinho de tapioca